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​Smart Parking Lisboa: mobilidade urbana sem estresse.

Como transformei dados de motoristas em uma interface que reduz o stress e o tempo de busca por estacionamento.

Procurar estacionamento em Lisboa consome, em média, 20 minutos por dia aos motoristas, gerando stress e poluição. O desafio era criar uma ferramenta que devolvesse o controle do tempo ao utilizador, transformando a procura de lugar numa tarefa planejada.

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INFORMAÇÕES DO PROJETO

Duração: 3 meses​

Ferramentas: Figma, Figjam,Miro.

Cliente: Projeto Autônomo / Mobilidade Urbana

Métodos: Matriz CSD, Benchmarking, Pesquisa Quantitativa (17 usuários), Persona, Storyboard, Sitemap, Task Flow, Wireframes, UI Design, Testes de Usabilidade.

Meu papel: Fui responsável por toda a jornada: desde a pesquisa de campo e validação de hipóteses até à criação do sistema visual, arquitetura de informação e fluxo de reserva/pagamento.

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Desk research e imersão

Iniciei o projeto investigando o caos urbano de Lisboa. Antes de falar com pessoas, olhei para os números: o tempo médio gasto à procura de estacionamento e o impacto disso na economia local. 

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Matriz CSD: organizando o caos

Com o contexto em mãos, usei a Matriz CSD para separar o que eu já sabia (factos) do que eu apenas achava (suposições). Isso foi o filtro para o meu roteiro de pesquisa. Eu não queria gastar tempo pesquisando o que já era óbvio; eu queria validar as dúvidas críticas, como a disposição do usuário em pagar via App.

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Benchmarking (análise de concorrentes)

​Após organizar as minhas hipóteses na Matriz CSD, fui analisar quem já estava a tentar resolver este problema. Estudei players como a Parqist e parkme. Identifiquei que, embora sejam excelentes no processamento de pagamentos, a jornada de descoberta da vaga é secundária e muitas vezes confusa, exigindo demasiada atenção do motorista enquanto conduz.

Esta análise foi fundamental para eu decidir que o meu diferencial não seria apenas 'pagar', mas sim a 'previsibilidade'. O meu foco mudou para a interface do mapa e para a clareza dos status das vagas.

benchmarking

Pesquisa com usuários (insights reais)

Realizei entrevistas e questionários com 17 participantes locais para entender a fricção no estacionamento urbano. O dado mais alarmante: 70.6% dos usuários sofrem com a incerteza de encontrar vaga. O maior insight foi que a frustração não vem apenas de não achar vaga, mas da insegurança sobre o pagamento e compartilhamento de dados.

Este dado foi o que me fez decidir que o foco da interface não seria apenas um mapa, mas um sistema de pagamento e status ultra-veloz.

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Através de questionários, descobri que 70,6% têm dificuldade em encontrar vagas e 64,7% sofrem com métodos de pagamento arcaicos. O Mapa de Empatia revelou uma dor profunda: a ansiedade de chegar atrasado a compromissos.

Mapa de empatia: humanizando os dados

Transformei os números em sentimentos. O Mapa de Empatia revelou que o motorista está em 'estado de alerta'. Ele ouve buzinas, sente o atraso. O design não podia ser complexo.

Se o usuário está sob stress, a interface precisa ter baixa carga cognitiva. Isso definiu a minha paleta de cores e tipografia mais tarde.

Storyboard: contexto de Uso

Criei o Storyboard para visualizar onde o app entra na vida do usuário. Não é na sala de casa, é dentro de um carro em movimento ou parado no trânsito. O que exige botões grandes e leitura rápida.

Arquitetura e Task Flow

Com base no Storyboard, desenhei um fluxo de apenas 3 cliques: Localizar > Reservar > Pagar. Eliminei qualquer menu desnecessário que interrompesse essa linha reta.

O task flow foi desenhando priorizando a velocidade de decisão. ​Cada segundo que o motorista olha para o app é um risco de segurança. O fluxo curto é uma decisão de segurança viária.

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Wireframes: validando a estrutura

Criei os wireframes em baixa fidelidade para testar se a hierarquia de informações fazia sentido antes de aplicar cores. Foquei na posição do polegar na tela. Pois precisava validar se o usuário encontrava o botão de 'Reservar' instantaneamente sem se distrair com a estética.

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Styleguide: A cor como guia de ação

​Escolhi a fonte Lato pela legibilidade e o Turquesa como cor de destaque.

O Turquesa foi aplicado apenas em botões de ação e estados de 'disponível', criando uma linguagem visual imediata onde a cor significa vaga livre/ação concluída.

A escolha da fonte Lato foi estratégica para garantir legibilidade rápida em telas de telemóvel dentro de carros em movimento. 

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Protótipo e testes

Cheguei ao protótipo de alta fidelidade simulando a experiência real. Testei a transição de telas para garantir que o feedback de "'Reserva Confirmada" fosse imediato.

Para fechar o ciclo de confiança que identifiquei lá na Matriz CSD: o usuário precisa saber que a vaga dele está garantida.

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Impactos gerados 

  • Redução de Tempo de Decisão: A interface focada em '3 cliques' foi projetada para reduzir em até 50% o tempo que o motorista gasta olhando para o telemóvel para reservar uma vaga, aumentando a segurança viária.

  • Eficiência de Fluxo: A integração do sistema de pagamento direto no fluxo de reserva elimina a necessidade de o usuário procurar parquímetros físicos, resolvendo a dor de 64,7% dos entrevistados na pesquisa.

  • Sustentabilidade Urbana: Ao reduzir o 'tráfego passivo' (motoristas circulando apenas à procura de vaga), a solução contribui diretamente para a redução da emissão de CO2 e do congestionamento nas zonas críticas de Lisboa.

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Principais aprendizados 

  • Design sob Pressão (Carga Cognitiva): Aprendi que, ao desenhar para motoristas, o minimalismo não é uma escolha estética, mas uma necessidade de segurança. O uso de feedbacks visuais rápidos (cores e ícones grandes) é crucial quando o usuário está em um ambiente de alta distração.

  • O Valor dos Dados Reais: A pesquisa com 17 usuários mudou minha percepção inicial. Eu acreditava que a falta de vagas era o maior problema, mas os dados me provaram que a falta de informação e a fricção no pagamento eram as verdadeiras barreiras. Isso economizou horas de design em funcionalidades desnecessárias.

  • Equilíbrio entre UI e UX: Aprendi a importância de manter a consistência entre a identidade visual (Turquesa/Lato) e a funcionalidade técnica, garantindo que a marca transmita modernidade enquanto resolve um problema logístico.

Próximos passos

  • Acessibilidade por Voz: Implementar comandos de voz para que o motorista possa consultar a disponibilidade de vagas sem tirar as mãos do volante, elevando o nível de acessibilidade e segurança do ap

  • Integração com GPS (API de Mapas): O próximo passo seria implementar a navegação assistida diretamente após a reserva, enviando a localização exata da vaga para o Waze ou Google Maps do usuário.

  • Sistema de Fidelidade: Criar um programa de pontos para usuários que liberam a vaga no tempo previsto, incentivando a rotatividade e a boa convivência urbana.

Gostou do meu processo? Vamos conversar sobre como posso ajudar sua equipe.

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